sábado, 13 de janeiro de 2018

Mapa de Sellure ATUALIZADO!

Olha que atualização bonita! Uma tarde de longa produção e mais algumas horas de edição renderam uma das coisas que eu mais precisava fazer para a história, porque vira e mexe eu me perdia nas localizações. Agora, basta olhar para o lado de minha mesa que sei onde me situar. Eis que lhes apresento o Mapa de Sellure! Versão 3.0.

A última vez que atualizei esse mapa foi em 2009 e desde então muita coisa mudou. Eu dispensei diversos lugares que não eram importantes para a trama e atualizei todos os nomes de cidades, rios, florestas e províncias (o antigo estava todo em inglês. Para parecer mais chique, talvez?).

Fiquei satisfeito com o resultado, apesar de ainda não estar no nível dos mapas que grandes ilustradores criam para os livros. Há quem utilize sites e aplicativos onde é possível montar seu próprio mapa, mas eu não são tantas pessoas usando que seu projeto acaba parecendo genérico, por isso não sou muito fã da ideia. Entendo que há pessoas que não sabem desenhar, por isso os Map Makers se tratam de uma excelente forma de criar uma base e mais para frente contratar um profissional que possa dar o devido acabamento. 

Escolhi uma fonte legível, mas numa versão impressa em A4 acredito que será difícil entender o que está escrito, então não sei se o usarei na versão final. O original foi feito em papel A3, com cerca de 42x30 cm.



Todo escritor de fantasia que cria seu próprio universo merece um mapa.

Foi em 2009 que fiz o mapa do qual eu mais me orgulho, a versão 2.0. Durante oito anos ele foi o meu favorito, usei uma cartolina amarelada e queimei as bordas com fogo para dar a ideia de desgastado. Com o tempo, teve gente que derrubou café nele, eu matei um pernilongo e espirrou sangue no meio de uma cidade, enfim, ele ficou tão sujo que acabou se parecendo com... um mapa de verdade, sabe?

Abaixo vocês conferem a versão antiga, ela possui cerca de 65x38cm. O reino ainda se chamava Eluryh (alguma semelhança com Hyrule de trás para frente?). Se você olhar com atenção vai notar os tantos lugares desnecessários que acabei arrancando,como o Pântano dos Guaiamons, a Caverna dos Wankas, quase tudo que existia no norte, enfim, daria uma postagem inteira sobre isso! Por ora, fiquem com as comparações.


E como curiosidade, eu criei o universo de Ralph em 2005, mas eu não fazia ideia do quanto esses personagens iriam crescer em minha mente. Primeiro eu criei a província de Century (a mais importante para mim que é também onde se passa o primeiro livro), depois parti para outra, outra e outra. Somente em 2007 eu decidi colar as 12 folhas de papel sulfite uma ao lado da outra e ver no que dava, o resultado foi um mapa enorme, a famosa versão 1.0.

Foi a primeira vez que estabeleci limites para esse mundo. Lembro-me de ir inventando coisas para preencher a parede e eu não queria mais parar. O mapa é enorme e tem algo em torno de 90x90 cm. Ele  fica colado na parede do corredor aqui em casa, às vezes me pego olhando e penso: Que merda era essa? Como eu criava tanta coisa idiota? *risos* Brincadeiras à parte, tinha muita coisa boa. Tentei tirar uma foto, mas o mapa ficou pouco nítido. Me divirto ao ver o quanto esse mundo cresceu. Eu precisei amadurecer as ideias, mas a essência continua a mesma.


(Não dá pra enxergar porra nenhuma, né? Mas o mapa até que é maneiro olhando ao vivo.)
*Cavalinho para referência de tamanho.*

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Última Revisão do Livro - CONCLUÍDA!

Para começar 2018, vamos acompanhar um pouco do trabalho que tenho feito com o livro. A revisão do Matéria - Espada de Madeira se deu através da Refraseando - Revisão de Textos, que conheci por acaso num grupo de escrita e decidi fazer um orçamento.

Há tempos eu vinha procurando algum revisor independente, pois me deparei com uma série de obras com erros de escrita e digitação mesmo depois de passarem pelos olhos de uma editora (algumas deixaram passar sombrancelhas e balançei). Não tem essa de escrever tudo de qualquer forma e esperar que a editora se dê ao trabalho de corrigir mais tarde, como autores nossa obrigação é entregar uma obra razoável com o mínimo de erros possíveis. Eu mesmo não sou exemplo para falar de gramática, já é a terceira ou quarta vez que releio o Matéria inteiro e cada vez encontro mais e mais erros. É aqui onde entra a importância de um revisor profissional (e nessas horas, nem mesmo aquele seu brother que está sempre acompanhando seu trabalho poderia ajudar kk)

Quanto à Refraseando, fica a minha recomendação e sugestão aos amigos escritores! Eles oferecem a opção de selecionar o prazo de entrega, caso você precise de seu original com urgência a Refraseando permite que você escolha o prazo  o meu foi em cerca de 5 semanas. Escolhi uma revisão normal, mas também há a Leitura Crítica para quem sente que sua história precisa de uma lapidada. Minha revisora, a Flávia Andrade, foi muito prestativa e ainda deixou uns toques e sugestões nas entrelinhas para que eu consertasse. Você pode acessar a página dela em Flavia Urder.

Terminada a revisão, o autor recebe dois arquivos — um definitivo e outro contendo todas as correções e sugestões grifadas em azul. Essa é uma excelente forma de percebermos tudo que havia de errado na história. Dentre os que mais cometi, pude separar alguns:

  • Erros de pontuação gerais e após a travessão durante uma fala;
  • Uso indevido de itálico;
  • "Por ora" e "por hora"
  • Nomes de cidades e localizações alteradas;
  • A palavra feneca não consta como correta em alguns dicionários, então Hayley passou a ser tratada como feneco fêmea, raposa ou raposa-do-deserto;
  • Cerca de 80% dos advérbios terminados em -mente foram cortados;
  • Cortes de parágrafos desnecessários.

Provavelmente a maior correção feita foi para diminuir o uso de advérbios. Stephen King diz que a estrada para o inferno é pavimentada de advérbios, e eu nunca entendi o ódio do cara, mas após uma rápida busca no Word percebi que utilizei advérbios terminados em -mente mais de 1200 vezes só nesse livro. São 1200 palavras que poderiam ser dispensadas, que estão ali só para enfatizar algo que já foi dito. Há quem acredite que o uso demasiado de advérbios é uma característica de escritores iniciantes, então a revisão foi muito bem vinda (como podem perceber, ainda sou um apto usuário de advérbios, mas estou tentando melhorar! *risos*). Quando estiver na dúvida, é só pensar: Isso REALMENTE precisa estar ali?

Outra boa notícia é que livro aproximou-se das 380 páginas. São mais de 40 páginas cortadas desde as primeiras versões, onde concluí a história com algo em torno de 423. Isso é um bom sinal, pois poderei o valor final da impressão final vai diminuir, sem contar que tudo cortado não fará falta (os clássicos fillers). Outra lição que aprendi com Stephen King: 2º versão = 1 versão - 10%.

Com a revisão concluída, partimos para a etapa das ilustrações. Na próxima parte da Jornada do Autor espero trazer algumas novidades sobre a capa e os desenhos que irão acompanhar as páginas da obra! 


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