sábado, 26 de março de 2016

Capítulo 2


Era o local mais distante que já estivera de sua casa, portanto fez questão de entrar com o pé direito: tropeçou e foi direto ao chão, pois não estava acostumado com degraus tão altos.
Quase ninguém parou com a correria e antecipação de seus dias na Estação Pérola, os poucos que ficaram não sabiam se riam ou ajudavam, consumidos por uma estranheza divertida e curiosa. Um homem trajado em uniforme aproximou-se para ajudá-lo, mas não fazia mais do que sua obrigação.
— Ei, garoto, você está bem? — perguntou, agachando-se para ficar da mesma altura que ele.
— Já levei tombos piores, mas esse foi engraçado, né?
— Bem... Só espero que não tenha se machucado. Foi uma queda e tanto.
O homem revelou um sorriso, contente por certificar-se de que sua manhã continuaria tranquila. Quando ficou de pé, Ralph teve que olhar para cima:
— O senhor é... enorme!
— Você é novo ainda, aposto que vai crescer — o homem de uniforme falou enquanto passava a mão nos cabelos avermelhados do garoto. Ralph tirou um papel meio amassado de sua mochila e começou a observá-lo.
O funcionário o olhava intrigado, até que por fim decidiu perguntar:
— Precisa de ajuda?
— Moço, sabe dizer onde posso encontrar esse lugar? — Ele entregou o documento. — Me surpreendi ao ser convocado, pensei que seria só mês que vem.
— Os incontestáveis quinze anos. — O funcionário riu enquanto lia o papel sem muita atenção. — Em breve teremos um grande soldado, não?
O guarda apontou para um grupo de jovens que se unira ao descobrirem que compartilhavam semelhanças, como a dúvida, a insegurança e o desgosto pelos geckos. Era incrível como os humanos se ajeitavam em grupos tão rápido, como uma espécie de modo de defesa. Talvez andassem assim por se sentirem mais fortes e protegidos.
— Seu lugar é na Vila das Pérolas. Siga para o norte, terá de andar pouco mais de um quilômetro pela estrada até o litoral. A academia fica próxima à costa, se quiser uma referência, siga sempre em direção da Ilha dos Geckos.
Ele agradeceu o guarda com outro gesto estranho, o que fez o homem cair na risada antes de voltar ao trabalho.
O apito do trem soou estridente e a máquina de ferro deixou a Estação Pérola em direção da Estação Diamante na província vizinha. Para o garoto, visitar as terras de Myriad tão distantes de seu vilarejo era uma experiência inédita, via pessoas altas e vestidas em roupas extravagantes, cada qual com seu estilo, fossem ternos e cartolas, armaduras pesadas ou vestes do dia a dia. Era como se viessem do mundo das histórias que ouvira na infância.
Era por volta das seis da tarde quando o trem chegou ao seu destino, mas ainda havia uma caminhada considerável até a Vila das Pérolas. Uma trilha de tochas estava acesa, servindo como guia para os estudantes recém-chegados pelo percurso até o litoral. Além do treinamento, o porto servia como transporte de mercadorias da ilha dos homens-lagartos. Do alto do penhasco era possível ouvir o som alto que vinha de uma festa que acontecia na praia e a Ilha dos Geckos distante sob o céu noturno, claro e límpido.
Na costa pôde avistar a Vila das Pérolas, seu novo lar. Era uma área voltada para o treinamento de guerreiros, portanto, recebia a visita constante de oficiais do exército que vinham dar palestras ou lecionar, alguns inclusive selecionavam os melhores para seus regimentos. Os jovens selecionados eram enviados para servir nas capitais de uma das oito províncias. O exército dos humanos era o mais populoso dentre as quatro raças e se concentrava em Constantia, onde a guerra acontecia.
De repente, Ralph teve que parar. Aproximou-se de uma ribanceira mais do que devia. Olhou para baixo e alguns cascalhos rolaram, somente então notou que poderia ter caído. Recuou um pouco assustado quando uma estranha ideia passou por sua cabeça, afinal, poderia descer a colina de um jeito mais prático e ágil. Ajeitou sua mochila e colocou o pé na primeira rocha da encosta da montanha. Alguns geckos da espécie das lagartixas eram dotados da capacidade de escalar paredes, então decidiu tentar. Bastou um pequeno declive e logo cometeu uma falha. Foi caindo, trombando e se esborrachando até que parasse na encosta do outro lado. Havia poupado pelo menos vinte minutos de caminhada descendo a colina.
Os ajudantes que encerravam suas atividades no cais até pararam para observar a cena, eles foram gentis em fornecer informações para localizar a casa nº 17 no corredor Essência do Luar.
— Não vai participar da festa de iniciação? — perguntou um deles e entreolharam-se de forma travessa, escondendo as próprias histórias. — Os veteranos organizam esse evento especial para receber os novatos.
— Um luau na praia — confirmou o segundo. — Você deveria ir. Conhecer gente nova, talvez encaixar-se em um dos grupos antes que fique para trás. Dá até para pegar umas gatinhas.
— Muito obrigado pelas dicas — Ralph respondeu, apesar de não ter intenções de comparecer.
Nos alojamentos, as casas possuíam um emblema em cima da porta de entrada com o símbolo da raça humana. Ralph avistou uma casinha pequena de madeira e teto retangular, aconchegante e agradável para seus costumes humildes. Eram todas agraciadas com uma bela vista para o mar.
Ao bater na porta, foi surpreendido por um rapaz moreno de manto azulado com entalhes em prata e um círculo opaco que representava a academia na Vila das Pérolas.
— Olá, você será meu companheiro de quarto? — perguntou Ralph.
— Casa sete? — A resposta soou seca enquanto o jovem afivelava o cinto e tentava prender os botões na camisa. Ralph voltou a olhar seu panfleto.
— Hm, dezessete.
— Aqui é a sete, não sabe contar?
— Oh, é verdade — falou surpreso, embora tenha soado um pouco mais irônico do que gostaria. — Desculpe, tenho alguns problemas com números.
O rapaz revirou os olhos, impaciente.
— Sua casa é essa aí na frente. Siga as dezenas.
— Agradeço a informação.
— Está indo para a festa também? — A festa que todo mundo insistia em falar.
— Não sou muito de festas.
— Que pena. Os veteranos costumam fazer trotes com os novos membros da academia e não vão largar do seu pé caso tente fugir.
— Não estou fugindo. Digamos que eu esteja apenas... escolhendo a que lugar pertenço.
O rapaz deu de ombros e fechou a porta. Ralph não sabia quanto tempo ficaria na academia, seus treinos poderiam durar semanas, meses ou até anos; a única certeza que tinha é que esperava não esbarrar com nenhum veterano. Ainda não tinha nível e experiência o suficiente para conquistar esse tipo de amigo.

i

Os alojamentos fornecidos aos alunos eram usados até que fosse decidido qual caminho seguiriam na formação. Ralph poderia fazer o que quisesse, aventurar-se pelas redondezas e tomar banho uma só vez na semana. Ele deu uma volta pelo cômodo, não havia muito a se ver, explorara tudo; agora queria desbravar o restante do mapa que ainda não conhecia, mesmo sendo tão tarde.
Na entrada do alojamento masculino, uma placa em forma de seta indicava a direção da academia, do porto e da estação. Podia escutar o som da festa vindo da praia, garotas chegavam com suas saias curtas, cabelos longos e soltos; os rapazes vinham de queixo erguido e chinelos nos pés para se sentirem o mais confortável possível. Tinha de admitir que era uma temática litorânea atraente e convidativa, mas será que eles se lembravam que do outro lado do reino estava acontecendo uma guerra?
Caminhou pelas estradas que serpenteavam o litoral quando uma garota de passagem perguntou:
— Para onde está indo?
— Ainda não sei. O que tem para esses lados? — perguntou Ralph.
— Não há nada. Você deveria vir para onde todos os outros estão. É mais divertido.
Ralph seguiu seu percurso solitário até alcançar os portões de ferro que bloqueavam a entrada da academia. Era fim de semana e as aulas ainda não haviam começado, os muros altos tinham a função de manter qualquer invasor longe, mas que aluno seria louco de invadir a escola quando não precisava estar nela? Não poderia esperar até a manhã seguinte. Ralph enfiou a cabeça entre as grades e pôde se imaginar dentro da academia, treinando com sua espada de madeira e provando sua perícia. Via-se na arena de combate magnífica na entrada, observado por um dos oficiais do reino, um possível olheiro, que o levaria para longe dali em direção da glória e do sucesso. Encarava tudo tão maravilhado que, quando percebeu que sua cabeça estava entalada, entrou em desespero em meio à situação.
Poderia ter ficado preso por várias horas, mas, para sua sorte — ou um belo acaso do destino — alguém passava por perto.
— Ei. Precisa de ajuda?
— Acho que minha cabeça está entalada — concluiu Ralph com a cara no portão.
— Como é que você se enfiou aí dentro?
— Acabei de chegar ao vilarejo e estava tentando dar uma olhada no local... Pode deixar, acho que eu consigo me virar, não há nada nesse mundo que eu não resolva — respondeu Ralph.
— Hm, entendi. Seja bem-vindo, então.
A pessoa preparava-se para ir embora quando Ralph percebeu que não importava o que fizesse, não conseguiria sair. Então, gritou novamente:
— Moça, mudei de ideia! Pode dar uma ajudinha?
— Pensei que pudesse resolver tudo.
— E eu posso. — Ele se remexeu envergonhado com a situação. — Só que... não sozinho.
Sentiu a pessoa segurar seus ombros, manobrando-o de maneira que pudesse se livrar das grades com facilidade caso tivesse mantido a calma.
Ralph parou e olhou para trás atordoado. Agora que conseguia vê-la em melhores detalhes, reparou que se tratava de uma jovem de longos cabelos negros emaranhados, de uma beleza excêntrica em seu corpo bem desenvolvido. Devia ter os seus dezoito anos, era mais velha do que muitos na academia. Tinha feições de gente impaciente, dava para notar por causa das marcas de expressão na testa e as sobrancelhas franzidas, sempre atrasada para um compromisso que não existia. Transmitia a clara sensação de alguém que não era de muita conversa. Vestia calça legging e por cima usava uma jaqueta de couro preto que lhe servia bem. Estava sozinha e sem rumo, gostava de pessoas que compartilhavam da solidão.
Ralph a analisou por tanto tempo que chegou a incomodar.
— Ei, garoto, ouviu o que eu disse? — ela repetiu, estalando o dedo algumas vezes em sua frente e libertando-o do transe. — Só tenta se cuidar a partir de agora, tá bem?
— Muito obrigado pela ajuda. Meu nome é Ralph, sou o Guerreiro da Espada de Madeira, tudo com letra maiúscula!
A moça riu procurou alguém que estaria ouvindo a conversa porque não queria que ninguém pensasse que fossem amigos.
— Entendi. Esse lugar é repleto de gente como você, acho que vai gostar — ela falou num tom divertido, talvez acostumada àquele tipo de situação. — Seja bem-vindo, novato. Se precisar de ajuda, talvez nos esbarremos por aí.
— Onde estava indo?
— Estou voltando de uma festa — ela falou, enfiando as mãos nos bolsos e erguendo os ombros. — Som alto e gente desinteressante. Não faz muito meu estilo. Está pensando em ir?
— Se você disse que não estava bom, então prefiro ficar com você — respondeu Ralph.
— Entendi. Pensa em se especializar na arte da esgrima?
— Como é que sabe? Você é algum tipo de feiticeira?
— Se você pretendia ir a uma festa carregando essa coisa — Auria apontou para a espada de madeira —, então ela deve ser bem imporante.
— É, sim. Meu sonho é me tornar um herói famoso e embarcar em inúmeras aventuras com outros guerreiros para ajudar quem precisa. Quer fazer parte? Tenho um montão de sonhos para realizar.
— Não tenho tempo para essas brincadeiras. É como dizem: “se realizar sonhos fosse fácil, o mundo não estaria repleto de sonhadores”.
— Mas sonhar nos faz tão bem!
— A realidade é meio dura, garoto — ela respondeu com rispidez. — Quando for adulto, vai entender.
— Qual é o seu nome? Acha que poderíamos ser amigos, pelo menos?
— Pode me chamar de Auria — respondeu ao virar-se para ele, continuando seu caminho em marcha ré. — E isso vai depender de como você se sai nos treinos.
Ralph deu um salto ágil em sua direção, como um réptil que ataca sua presa sem dar-lhe chances de escapar. Auria recuou dois passos por ter sido pega de surpresa e quase caiu. Ele era veloz. Os dois se encararam bem próximos, de forma que Ralph lhe estendesse a mão em sinal de cumprimento.
— Qual seu título?
— Do que está falando?
O título é como você quer que as pessoas te conheçam. Eu sou o Guerreiro da Espada de Madeira, pois é assim que eu quero ser lembrado.
— Auria. Acho que só Auria mesmo — explicou meio envergonhada. — Onde eu cresci costumam dar mais importância ao sobrenome das famílias do que aos nossos próprios atos. Mas por que se interessar tanto por isso?
Ela soltou uma risada enquanto olhava para o chão e remexia os pedregulhos. Por algum motivo, Ralph emanava uma aura diferente dos demais, certa serenidade. Auria colocou as mãos nos bolsos de sua jaqueta e coçou os cabelos emaranhados.
— Foi bom conhecê-lo, Guerreiro da Espada de Madeira — disse ela de um jeito meio irônico, preparando-se para partir. — E se quiser saber, sou uma veterana da academia. Quero ver quanto tempo você aguenta nesse lugar, porque já estou aqui há quase três anos.
Auria continuava a olhar para trás ao tentar ir embora. Em seu íntimo sabia que aquele jovem tinha algo diferente. Sentia vontade de rir só de vê-lo ali parado, uma chama brilhante no meio da escuridão.
— Vai ficar aí a noite inteira? — perguntou Auria.
— Já estou indo — respondeu Ralph. — Obrigado pela ajuda.
— Certo, até mais.
Quando Auria tomou certa distância, ouviu o barulho das grades no portão. Voltou correndo para se deparar com Ralph que dessa vez tentava escalá-lo como se fosse uma espécie de réptil.
— Qual é o seu problema?!
— Pensei que dessa vez dava pra passar, sou meio curioso.
— Desce já aqui! Não é permitido que ninguém tenha acesso à academia depois de anoitecer, podem te mandar de volta com o nome manchado, sua família ficaria furiosa!
Ralph jogou-se de cima e assustou-a com o salto. Ele caiu no chão sem sofrer nenhuma colisão, com as duas mãos e os pés apoiados na terra como um ser quadrúpede. Apesar das circunstâncias, Auria apreciou o movimento.
— Belo salto — admitiu.
— Tenho algumas habilidades como os geckos. Mas e aí? Quais são suas?
— Olha, eu como e durmo bastante. Também luto para sobreviver, não desistir, continuar de pé e seguindo meu caminho. Pelo menos ainda estou tentando, não é? Vi colegas serem escalados para os melhores batalhões, todos eles seguiram em frente, mas eu ainda estou aqui.
— Fique tranquila, quando a oportunidade aparecer você saberá reconhecer — Ralph falou com um sorriso. — Nós podemos ajudar um ao outro.
— Não acredito que você possa me ajudar. Eu não consigo nem resolver meus próprios problemas, muito menos os de outra pessoa.
— Eu entendo. Mas eu acredito que você vá conseguir, sério. Eu acredito em você!
Diferente dos demais rapazes da vila, era a primeira vez que Auria sentia que alguém não estava tentando procurar uma solução óbvia para resolver problemas que somente ela poderia. O simples gesto de sensibilidade a surpreendeu.
— Já perdi a conta de quantas vezes tentei ir embora, mas você não deixou — disse Auria em meio a um sorriso confuso, daqueles meio tímidos e imprevisíveis, como alguém que está sempre disposto a trocar novas experiências.
— Isso é um bom sinal?
— Talvez você seja a coisa mais interessante que eu tenha no momento. Vai enfiar a cara no portão de novo? — Auria gritou de longe enquanto caía na risada.
— Por enquanto, não — Ralph respondeu com a mesma entonação. — Mas, se quiser saber, na verdade eu fiz aquilo porque queria que você voltasse!
Ela retribuiu um sorriso espontâneo. Sentia-se tranquila, seu coração estava leve. Fora dar uma caminhada para livrar-se dos problemas e preocupações de sua vida e aquela conversa se revelara em excelente hora.
Auria ainda não sabia, mas sentia que de alguma maneira estaria conectada a ele.



 

  12 comentários:

  1. Cá estamos novamente! Enfim o capítulo 2 pra salvar essa Páscoa monótona! AEHOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

    Caramba, eu já digo de cara que amei a Auria! Ela tem uma personalidade tão cool e diferente, mas ao mesmo tempo ela acaba mostrando que tem um lado curioso e uma esperança de um dia ver algo diferente. O carinho com o qual você trata essa personagem é bem refletido na história, mesmo que a primeira aparição não tenha exigido nada de extraordinário dela.

    O Ralph agora chegou ao alojamento dos convocados. A partir de agora ele vai finalmente ser colocado a prova, e assim mostrar se está apto a servir o reino como um verdadeiro soldado! Mas eu tenho que comentar sobre a indiferença dele com relação à festa. Cara, isso foi muito eu, kkkkk! Me identifiquei pra caramba com essa cena, pois eu faria o mesmo! Dane-se trotes, veteranos e gente chata fazendo chatice! Antes só do que mal acompanhado!

    Cara, só de pensar que o capítulo 3 será o último postado aqui no blog já bate uma deprê, mas sei que não dá pra fazer você publicar o livro todo aqui, porque senão já viu! Mas estarei aqui na semana que vem aguardando essa continuação, para depois só ficar o gostinho de quero mais.

    Excelente trabalho, man! Não esperava menos de você.

    BROFIST!

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  2. Feriado é dia de quê? De ficar em casa lendo fanfictions e conversando com os brothers no skype! kkkkkkk Cara, que legal que você conseguiu sentir a Auria da mesma forma que eu sinto. Eu tento passar exatamente esse carinho que sinto por ela, minha personagem favorita. Quando a criei, Auria era só uma mocinha em perigo que precisava ficar esperando alguém ir resgatá-la; o tempo passou e hoje ela é a mulher que vai pra linha de frente pra salvar o Ralph kkkkk Ela reflete muitas personalidades que eu adoro, mas ao mesmo tempo gosto de ver que ela foi crescendo e aprendendo muito com o decorrer da trama, então a Auria não vai começar como a Femme Fatale que todos adoram nas histórias clássicas.

    Creio que você vá curtir ver os treinos do Ralph, vai se surpreender bastante! Alguns gostam que os livros comecem com perseguições e batalhas intensas, mas ainda sou adepto aos inícios calmos e tranquilos, onde o ritmo vai se intensificando aos poucos. Tenho colocado um pouco de mim nele, como toda boa relação entre escritor e protagonista, mas no fim das contas eu sou tantos personagens de Sellure que é difícil dizer que sou apenas um. Toca aí, bro, festas não são pra gente, por isso estamos no skype em plena madrugada kkkkkkkk

    Velho, nem me fale, ter a galera comentando comigo sobre meus capítulos foi como reviver os bons tempos de Sinnoh. Deu pra matar a saudade, mas eu adoraria passar mais alguns capítulos contando com sua presença por essas bandas, sempre adorei comentários mais do que tudo, e isso me ajuda muito na história. Eu não sabia o que os leitores achariam, e não importa quantas vezes eu leia, nunca vou conseguir encontrar certos erros. Enfim, espero que divirta-se na semana que vem o terceiro e último capítulo, e saiba que agradeço muito, cara!

    Enfim, é isso, bro. Os capítulos principais estão terminando, mas esse é apenas o começo porque haverão muitos supports que contarão o passado dos personagens. Meu trabalho começa agora! :)

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  3. Caraca, que legal, ela se arrependeu dps de falar algo babaca, e eu fico feliz cm isso, deve ser pq eu sou mt alheio ao que os outros pensam 'bout me

    Eu meio que sinto falta de uma descrição de local, eu só consegui imaginar uma noite estrelada, um portao de ferro numa parede cinza e uma estrada de terra, e os dois personagens... espero que role uma explicação sobre como a escola funciona, ams se nao, cm o tempo a gente vai aprendendo, don't worry ^w^

    Eu tb nao iria numa festa, ainda mais sozinho, cm os meus amigos é ok, mas sozinho? mds nem pensar >< espero q o Ralph encontre seu povo <3

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  4. A Auria é do tipo que fala as coisas sem pensar, mas no fundo talvez isso reflita algum medo ou insegurança, creio que ela jamais diria algo para alguém somente por ser arrogante. Muitas vezes nós só estamos tendo um mal dia, e precisamos de um sorriso para fazer as coisas melhorarem kkk

    Interessante que você tenha mencionado as descrições, cara este não é e nunca foi meu forte, como você deve ter percebido desde o Aventuras em Sinnoh. Apesar do meu livro explorar um universo completamente novo, eu também senti um pouco de falta das descrições e já me alertaram disso, é um problema que eu gostaria de arrumar. Mas a questão é que você também citou exatamente o que eu precisava: o portão de ferro, a estrada de terra e a noite estrelada. Precisa de mais alguma coisa? Meio que não era necessário mais nada, o que eu mais queria mostrar no capítulo de hoje era essa relação entre os dois, as primeiras impressões que ficam para sempre marcada na gente. Mas pode ficar tranquilo que ainda teremos tempo de explorar o centro de treinamento por dentro! :)

    Agradeço os toques, parceiro! Só mais um capítulo semana que vem, e creio que seja o suficiente para deixar um gostinho de "quero mais" para vocês!

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  5. Nossa,foi rápida a aparição de Auria,mais rápida que a entrega do SEDEX!(Tô falando daquela propaganda em que o cara lá que é bem rápido tenta chegar na porta antes do entregador do SEDEX e quase não consegue)

    Bem,o Ralph ainda não pode ir lutar com sub-bosses da fase(lê-se veteranos),mas já tem uma certa "gama de habilidades" que possivelmente o ajudará mesmo com inimigos dois~três níveis mais alto.

    Canas,como diz o outro,fui ler seu comentário/resposta acima que diz que descrições nunca foram seu forte,cara,sinceramente sinto que seu estilo de descrição é melhor que o meu em vários sentidos,pois suas descrições como eu disse no comentário que fiz uns 6~8 minutos atrás,são fluentes digamos assim,sem muito exagero,mas também não são rápidas que nem SEDEX.

    Bem,tudo o que queria dizer é que está bem legal até agora e espero que continue assim.

    Falou!

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    Respostas
    1. Pois é, acabei agilizando as coisas e colocando nossa heroína logo no segundo capítulo, bem coisa do destino! kkkkkkkkk Mas o que posso fazer? Ela é minha musa, eu não aguentaria deixá-la lá tão longe - rs. Uma curiosidade é que em minhas primeiras histórias o melhor amigo do Ralph sempre foi o Lesten, mas isso mudou um pouco no livro e a Auria é quem desenvolveu a função de ser o braço direito dele, muito mais que o próprio Lesten. Os três formam uma trindade na verdade, cada um representando um status, elemento, personalidade; e só conseguem funcionar quando reunidos.

      O Ralph tem a vantagem de carregar um Lucky Egg, ganha EXP muito mais rápido que todos os outros kkk Na academia não trarei nenhum antagonista de verdade, preciso de mais tempo até inserir os mini-bosses da aventura, mas bem que eu gostaria de chegar na grandiosa "Ordem do Selamento" e saber o que vocês acharam dessas figuras sinistras hehehe. Agradeço por reparar nas descrições, eu estava lendo algumas resenhas sobre outro livro de fantasia e muitas pessoas citaram que, para um universo fantasioso/ficcional, é crucial que as descrições sejam detalhadas para permitir que os leitores entrem na trama. Bem, vejamos se compensa aumentar algumas partes, apesar do Reino de Sellure ser um mundo novo ele se assemelha demais ao nosso, logo, não achei que fosse preciso entrar em muitos detalhes dessa variedade de elementos. Vamos ver como segue a minha revisão kkk

      Agradeço o comentário, companheiro. Já recebi muito mais do que imaginei nas primeiras semanas! É como relembrar os bons tempos da Aliança <3 Obrigado, e até a próxima!

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  6. Levanta a mão aqui quem continua atrasada com os capítulos ?
    Star : EUU o/

    YOO CANAS. STAR NA ÁREA PRONTA PARA COMENTAR O CAPÍTULO 2 :33

    E só no capítulo 2 que saquei a referência de Pérola e Diamante. PUTA QUE PARIU, SINNOH AINDA VIVE kkkkkk
    E o homem alto, nem preciso falar que é o Jean Hahshahsha Quem manja, manjou kk

    Vou pegar algumas aulas com o Ralph sobre : "Como ser prático e ao mesmo tempo preguiçoso". RAPAZ, ADOREI A DESCIDA kkkkk

    17, seu número maldito, tudo bem? Como se sente fazendo presença em Matéria?
    Tadinho do Ralph,Canas, o menino cai duas vezes, erra o número e entala a cabeça na grade, tudo num dia só. Só falta aparecer um tubarão de saia hula-hula e devorar ele HAUSHAHSHAHS

    Agora vamos falar da dama de ferro...AURIA, SUA LINDA <3
    Meu Deus, uma personagem de cabelo comprido! Spoiler sqn : Mais uns capítulos e ela corta o cabelo, você não aguenta um personagem de cabelos longos.

    Já chegamos a falar sobre esse diálogo, mas eu também adoro esse diálogo, é muito melhor que : AH, TE ENCONTREI NUMA SITUAÇÃO DE PERIGO INTENSO.
    É um diálogo humano e comum de duas pessoas que são destinadas a serem amigos, colegas ou algo a mais :33
    Eu shippo <3

    Bem, Canas, mais um capítulo finalizado, e rumo ao terceiro... Mesmo eu estando atrasada, me perdoa kkk
    Mais um vez, boa sorte bro, se precisar,estou aqui e vamis fazer essa porra fazer sucesso *-*

    Abraços
    ~ Rainha Star-chan xD

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    Respostas
    1. Eu estava esperando a sua opinião sobre esse episódio <3 Tudo bem que até o Capítulo 6 mais ou menos você provavelmente já conhece tudo, mas fiz algumas outras mudanças para melhorar a construção dos personagens que com certeza alterou muito da primeira versão que era.

      OPA, e você encontrou o Easter Egg #1, estação Pérola e Diamante! Faltam os outros 16, e não se preocupe, menções ao número 17 não estão incluídas nesse meio, o número simplesmente pipoca nos capítulos por toda parte kkkk Ralph, o menino que consegue ser o mais sortudo e azarado ao mesmo tempo e de uma vez só kkkk Pelo menos coisas ruins levam a outras que podem eventualmente serem boas, e se ele não tivesse ficado com a cabeça presa no portão? A Auria não teria parado para ajudar, e... OH, MEU DEUS, ISSO JÁ MUDARIA TUDO! Esse Destino e suas influências, viu...

      Eu shippo, tu shippas, nós shippamos. Sinta-se livre para interpretar esses diálogos como alguma forma de minha mente manifestar-se, às vezes nem eu sei direito porque meus personagens disseram algo, eles só chegaram lá e... falaram algo que queriam. Eles já têm esse poder, conseguem ir e vir quando bem entendem kkk Sinta-se sempre vinda, querida, Sellure já é sua :3

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  7. WOOOOOO, I'm so glad you introduced Auria so soon! I definetly love how you did her character, she's got a lot of charm, and even from the descriptions I can tell how gorgeous she is! Lucky Ralph him, getting to hang out with somebody as cool as her! Also really deep in how people become cruel in such like-minded groups and how close-minded they are, really well done. Sorry I'm so slow to read this man, semester is closing soon and am trying to finish up on a whole bunch of things.

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    1. Dude, I missed ya! We haven't talked much because I'm so absent from DA, I miss you and your comments, but I'm so glad you show up here from time to time!

      It's so good to hear that you liked Auria ;-; She is my bae, I knew you would like her personality too! She is kinda harsh like Kumatora, but she is kind-hearted too. Now you can enjoy the fanarts I made of her even more, hehe.

      I'm glad you noticed that detail from when people join groups and start being cruel towards each other. I talk a lot about judgment in this story, because there are different races like the Geckos who has strange manners and don't get along with humans.

      I feel flattered to have you here readind my chapters, I know the translator is not that good, but you always show your appreciation with a comment and this is very important to me, thank you so much!

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    2. I'm missing you too dude! I promise to show up here more as the semester is winding down, I'll have plenty of time to freakout over this awesome series of yours and indulge you man, trust me.

      How could I not? You took everything great about Kumatora and other babes, and still put your own unique spin on her that makes her so memorable and charming! Oh God, I can't WAIT to see more fanarts of her! Speaking of which...I have an idea for a fanfic in mind for her, if you ever wanna hear man. ;)

      It's very subtle yet resounds very much with our world and all we have to go through, and I'm glad to see you touched upon it too in such a creative way.

      Eh, it can make it tricky, but Hell, I'm willing to go a little bit to enjoy such an epic series. Trust me man, so far it's been worth it.

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    3. I'm planning to return to DA dude, I can honestly say that one of the reasons why I loved posting there was because of you. I've prepared a few pics including Kumatora, some Fire Emblem characters and ARMS. Thanks for all the inspiration you always gave me!

      I WOULD LOVE TO HEAR YOUR IDEA FOR A FANFIC! Have you seen a page called Support Conversation on the right menu? This is a project for my book, something similar with the Supports from Fire Emblem series. You, as a reader, can suggest a couple of characters from my stories that you like, for example: Ralph and Auria. You can choose the theme too - drama, romance, ecchi - it's up to you. I take your ideas and I try to write a chapter with your ideas! I have only done two chapters until now, but I would love to hear something from you.

      If the story is good, maybe the support can grow to Rank S ( ͡° ͜ʖ ͡°)

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